Roberto Jefferson é um nome que se confunde com o próprio conceito da corrupção na política brasileira. O presidente do PTB tem um farto histórico de estripulias políticas que se estende do mandato de Fernando Collor até o recente caso do mensalão. É desnecessário vomitar aqui uma lista dos casos sujos em que Jefferson se envolveu durante sua carreira; uma breve pesquisa sobre o assunto é o suficiente para aquele que deseja entender melhor a natureza de seu caráter.
Do alto de sua credibilidade, Roberto Jefferson publicou um texto no “Tendências e Debates” da Folha de S.Paulo (19/03/2010) em que “explica” o funcionamento da vida política no Brasil, e alerta a sociedade para as ameaças da continuação do PT no poder.
Segundo Jefferson, existem dois tipos de poíticos no Brasil, o ˜profissional” e o “socialista”. Os petistas, segundo a lógica do ensandecido Roberto Jefferson, se enquadram na categoria de políticos socialistas, pois cada um dos integrantes do partido utiliza os “movimentos sociais(o adestramento de formidáveis massas militantes dispostas a tudo), a ocupação de espaços na administração federal e em áreas estrategicamente vitais e, por último, mas não menos importante, a conquista da hegemonia cultural”(!).
Em um só parágrafo, Jefferson generaliza todos os movimentos sociais como massas a serviço do governo socialista e acusa o PT de promover um projeto de hegemonia cultural. Nada mal. Como se não bastasse, Jefferson afirma que o petismo é seguidor de “Lênin, Trótski, Stálin e Gramsci” e tem como objetivo final de seu mandato a revolução socialista(!).
O resto do texto não é diferente, absurdos são lançados descontroladamente e o leitor que tiver mais que dez neurônios na cabeça há de achar graça.
Ao final do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência do Brasil, aquele que acredita ou quer fazer acreditar que o PT tem um projeto de revolução socialista em curso no Brasil só pode estar sob o efeito de alguma droga perigosíssima. A tentativa de provocar uma reação popular de caça ao comunismo hoje em dia é engraçadíssima, e a chamada a uma votação em massa pelo candidato José Serra que tem como argumento a ridicularização dos movimentos sociais chega a ser inocente.
Exijo a imediata aposentadoria do Sr. Roberto Jefferson da vida pública brasileira e proponho a ele que se dedique a um curso de cerâmica em alguma cidade do interior de Minas Gerais. Isso dará a ele tempo para pensar no que escreve.
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