Varanda

Na fria madrugada eu paro na varanda de minha casa e observo a rua. Bermuda e chinelos: a visita ao exterior da casa não era planejada. Fui pego de surpresa por uma ideia súbita e quando percebi já estava lá .

Com seu formato triangular e espaço para abrigar duas pessoas, a varanda ostentava um vaso de plantas de tamanho médio e uma cadeira de praia colorida. De repente eu estava lá, e não me sentia em casa. Eu estava um pouco na rua, talvez em um filme.

O vento tocando meu rosto e o olhar rumo ao horizonte de concreto formavam uma cena cinematográfica. Talvez eu devesse permanecer lá por algum tempo.

Espiei com cuidado um carro que passava na rua ao lado. Um Palio. Da mesma forma com que surgiu, a ideia tornou-se desconfortável. Sem pensar, voltei ao quarto, sentei-me na cadeira e comecei a escrever.

 

 

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