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	<title>Reflexões de Leonardo Blecher</title>
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		<title>Reflexões de Leonardo Blecher</title>
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		<title>Criminoso Jesus de Nazaré é executado na Judeia</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 04:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leoblecher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Shlomo Moshe, enviado especial a Jerusalém Condenado alegava ser o messias e planejava golpe de Estado Na tarde desta sexta-feira, Jesus de Nazaré foi executado, aos 33 anos, em Gólgota, monte próximo à cidade de Jerusalém, pelo método da crucificação. O nazareno foi condenado à morte por juri popular, pelos crimes de formação de quadrilha, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=76&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Shlomo Moshe, enviado especial a Jerusalém</p>
<p><em>Condenado alegava ser o messias e planejava golpe de Estado</em></p>
<p>Na tarde desta sexta-feira, Jesus de Nazaré foi executado, aos 33 anos, em Gólgota, monte próximo à cidade de Jerusalém, pelo método da crucificação. O nazareno foi condenado à morte por juri popular, pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, vadiagem e incitação à desordem.</p>
<p>O criminoso, que dizia ser o filho de Deus, não impôs resistência aos soldados romanos. “Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem” teriam sido suas últimas palavras, segundo testemunhas.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 437px"><img class=" " title="Execução" src="http://www.melhordanet.com/webimagens/jesus_cruz.jpg" alt="" width="427" height="320" /><p class="wp-caption-text">Momento da execução</p></div>
<p>As investigações da guarda romana dão conta de que Jesus e seus 12 comparsas vinham angariando apoiadores para um motim. As ações do grupo foram executadas em Jerusalém e proximidades. Moradores da região afirmam ter visto diversas reuniões da quadrilha serem realizadas no Monte das Oliveiras, a poucos metros da capital da Judeia.</p>
<p>Os métodos utilizados por Jesus para o aliciamento de pessoas ao seu bando iam de promessas de uma vida melhor a truques de mágica, como a transformação de água em vinho. “Ele disse que o reino dos céus ia se abrir para mim”, afirmou um morador de Jerusalém que preferiu não se identificar.</p>
<p>Segundo o prefeito da Judeia, Pôncio Pilatos, a responsabilidade pela condenação do nazareno é exclusivamente do povo judeu. “Lavo minhas mãos”, declarou.</p>
<p>Jesus foi capturado pela guarda romana na noite de quinta-feira. A denúncia de seu paradeiro foi feita por um dos integrantes do bando, Judas Iscariótes, que se suicidou no dia seguinte.</p>
<p>Segundo fontes oficiais, a polícia está empreendendo investigações para prender os outros capangas. Procurado pela reportagem por três vezes, Pedro, acusado de participar da quadrilha, não quis se pronunciar e negou envolvimento no caso.</p>
<p>A mãe de Jesus, Maria, acompanhou todos os momentos da execução de seu filho. “Ele vai voltar”, disse. Além do nazareno, outros dois criminosos condenados foram crucificados no local.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leoblecher.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leoblecher.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leoblecher.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leoblecher.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leoblecher.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leoblecher.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leoblecher.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leoblecher.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leoblecher.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leoblecher.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leoblecher.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leoblecher.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leoblecher.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leoblecher.wordpress.com/76/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=76&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Execução</media:title>
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		<title>A ambulância</title>
		<link>http://leoblecher.wordpress.com/2011/08/14/a-ambulancia/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 06:48:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leoblecher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Era uma manhã de sempre em São Paulo. Eu e os outros fazíamos nossa procissão motorizada rumo ao trabalho. Absorto em pensamentos mesquinhos, eu engatava a primeira e a segunda, flutuando nessa banheira onde a revolta e o conformismo fazem sexo.  Uma coisa, porém, me chamou a atenção nesse dia, e minha vida nunca mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=71&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Era uma manhã de sempre em São Paulo. Eu e os outros fazíamos nossa procissão motorizada rumo ao trabalho. Absorto em pensamentos mesquinhos, eu engatava a primeira e a segunda, flutuando nessa banheira onde a revolta e o conformismo fazem sexo. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Uma coisa, porém, me chamou a atenção nesse dia, e minha vida nunca mais foi a mesma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Pelo retrovisor de meu automóvel, vi chegando, lá de longe, uma ambulância. Ela avançava rapidamente entre as frestas que conseguia abrir com sua sirene escandalosa. Quando se aproximou, afastei meu carro dando espaço, mas não sem observar atentamente a expressão determinada do condutor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Com os olhos injetados de concentração, o bravo paladino da saúde abria caminho pelo trânsito como um explorador faz sua trilha pela mata fechada com uma faca. Admirei aquele homem como não havia admirado nenhum outro antes.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">E aquilo despertou em minha mente ideias que me eram completamente inéditas. Enquanto alguns dedicavam as horas de seus dias ao ligeiro resgate dos acidentados, que fazia eu das minhas? Quem eu ajudava sentado ao volante, deixando cada segundo precioso de existência esvair-se? A insatisfação silenciosa que ardia dia após dia por dentro de minhas veias havia finalmente atingido seu limite.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Sempre dirigi muito bem, e isso ficaria óbvio se eu tivesse espaço para desenvolver velocidades razoáveis, vez ou outra. Eu precisava de uma sirene e alguns doentes para salvar. Todos descobririam meu valor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Abandonei meu emprego e resolvi tomar providências para me tornar um motorista de ambulância. Realizei um curso de condução de emergência, pré-requisito para o cargo almejado.  Também fiz todos os procedimentos exigidos pelo Detran: gabaritei a prova teórica, passei com maestria pelo teste prático e, rapidamente, estava habilitado na categoria D. Passei a dominar aquele veículo e o asfalto paulistano logo seria meu jardim.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Infelizmente, o mercado não me considerava pronto para a profissão. Enviei currículos para hospitais públicos, privados, gerais, especializados, em São Paulo e nas cidades vizinhas, sem sucesso. Todos queriam profissionais com experiência na área; de nada valia meu diploma de administração pela Getúlio Vargas, e muito menos o mestrado concluído com nota máxima nos Estados Unidos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Para não perder o ânimo, eu alugava vans de porte parecido ao das ambulâncias e guiava até cidades do interior, só para praticar. Assim passaram-se alguns meses, mas persisti.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Certo dia, já cansado da indiferença de todos perante a minha evidente vocação para a profissão que escolhi — a despeito da remuneração —, recebi um telefonema. Fui chamado para uma entrevista em um hospital particular na região central da cidade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No dia marcado, uma quarta-feira à tarde, saí de casa com umas três horas de antecedência. Eu estava confiante e nada poderia dar errado; a vaga era minha e eu sabia. Aguardei pacientemente e, quando chegou o momento de conversar com a psicóloga dos recursos humanos, não falhei. Mostrei a ela que estava pronto para desempenhar tão nobre função.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Na segunda-feira que se seguiu, lá estava eu em meu novo uniforme branco esperando um chamado. Ansioso, indagava-me quem seria o primeiro a precisar de meus serviços. Talvez uma mocinha atropelada, ou então um velho rico que sofre de problemas cardíacos. Nada disso. Soou o alarme: acidente envolvendo motocicleta e automóvel na Avenida 9 de Julho. Eu me sentia pronto, minha hora finalmente havia chegado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Mais por costume que por crença, orei. Pedi a Deus que me ajudasse a cumprir meu trabalho. Pedi a Ele que me desse capacidade para realizar com perfeição a minha função na sociedade, tão penosamente assumida. Após o <em>derradeiro</em> amém, levantei determinado e entrei na ambulância. Chequei brevemente a posição dos espelhos, liguei a sirene e dei a partida. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O percurso estava tatuado em minha mente. Em ocasiões normais eu teria pegado a Marginal, mas munido de uma sirene o melhor caminho certamente seria a Cidade Jardim. E foi pra lá que nós rumamos, eu, os paramédicos, a enfermeira. Todos ficaram impressionados pela habilidade e precisão com que o novato conduzia a ambulância. Cada ultrapassagem milimétrica gerava olhares espantados de admiração.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Em poucos minutos, eu não só havia chegado ao destino, tinha também provado que nascera para o ofício. Eu era um gênio na condução de veículos de resgate e eles sabiam disso. Confesso que não foi sem dificuldade que escondi minha felicidade, mas a situação tensa não permitia que eu sorrisse abertamente. Não me privei, porém, de uma leve inclinação de canto de boca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Antes de um fiel relato do resultado de meu primeiro resgate, permito-me uma brevíssima explicação sobre a calma que emprego na linguagem do presente escrito. Os acontecimentos que se seguirão não são para mim simples de compreender. Hoje, apenas deixei de questionar todo tipo de força superior que possa existir sobre o que me passou. A tranqüilidade da escrita é, portanto, antes fruto de um alheamento em relação à minha própria vida que uma forma de superação, de esquecimento. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ainda entorpecido de orgulho, deixei o carro e fui me posicionar para auxiliar os paramédicos no socorro da vítima, o procedimento padrão. No momento em que pisei na calçada, vi a perna do motoqueiro, em sangue ardente, vermelho, abundante, vermelho. Vermelho. Meus olhos se encheram de vermelho.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Acordei no hospital, em uma sala desconhecida, sozinho, confuso, sem perceber o que se passara nos últimos minutos, talvez horas. Também não sei quanto tempo se passou até que aparecesse a sardenta garota do RH que havia me entrevistado alguns dias antes. Fui demitido ainda no meu período de teste, por inaptdão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A confusão que se apoderou de meus pensamentos durante o episódio permaneceu alojada em meus sentimentos pelos meses que se seguiram. Eu pouco podia distinguir o sono da vigília. Meus dias ganharam uma neblina de fantasia e irrealidade, na mesma medida em que os sonhos se tornaram vivos. O normal era que eu passasse dezessete horas na cama, delirando sobre meu primeiro resgate.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Cada vez que sonhava, a história tinha um final diferente. Inúmeras vezes fui bem sucedido, socorri o motoqueiro e recebi cumprimentos orgulhosos de meus superiores.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Durante o pouco tempo que passava acordado, tentava dar alguma atenção ao meu filho, sem poder me concentrar realmente na atividade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Minha mulher tentava me animar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">-       Você ainda é o melhor condutor da cidade, dizia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">-       Não preciso de elogios.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quem não precisa de elogios? Se os elogios não forem o principal combustível de uma vida, são certamente óleos lubrificantes extremamente necessários ao bom funcionamento dela. Propositalmente, afastava os esforços sinceros e pacientes da esposa que me amava, mesmo sem saber o motivo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ainda assim, o primeiro a perder a paciência fui eu. Um dia, num impulso descontrolado, respondi a um desaforo qualquer dito por ela com um empurrão violento que a lançou ao chão. Olhei imóvel ao espetáculo do choro da mulher, que pedia trêmula que eu fosse embora. E então me fui.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Hoje, com a ajuda de um psiquiatra, chego a passar semanas sem pensar no dia do resgate. Vejo meu filho a cada quinze dias, na casa da mãe, que prefere não estar presente nas visitas. Ocupo a maioria de meus dias com leituras e contemplação. Trabalho durante as noites, na companhia de lixo, como motorista. O cheiro do lixo já não me desagrada, e não me causa ânsias como o sangue.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Já sem tristeza nem remorso, chego até a ser irônico ao pensar na minha triste sorte. Ao descobrir minha vocação, descobri também a solidão entorpecida do destino. </span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leoblecher.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leoblecher.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leoblecher.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leoblecher.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leoblecher.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leoblecher.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leoblecher.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leoblecher.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leoblecher.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leoblecher.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leoblecher.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leoblecher.wordpress.com/71/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leoblecher.wordpress.com/71/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leoblecher.wordpress.com/71/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=71&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os Deuses da Bosta</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 03:50:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leoblecher</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Longe de mim querer interromper os ciclos da natureza. A repressão do bom funcionamento intestinal de meus colegas de trabalho não faz parte da lista de objetivos que tracei para o dia de hoje. Entretanto, poucos eventos da vida se igualam em aborrecimento ao momento em que entramos num banheiro com intenção de escovar os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=66&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="post_message_3592540" style="text-align:justify;"><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:small;">Longe de mim querer interromper os ciclos da natureza. A repressão do bom funcionamento intestinal de meus colegas de trabalho não faz parte da lista de objetivos que tracei para o dia de hoje. Entretanto, poucos eventos da vida se igualam em aborrecimento ao momento em que entramos num banheiro com intenção de escovar os dentes e promovemos o triste encontro de nossos narizes com resquícios merdísticos flutuando pelo ar. Sim, o cheiro da merda.</span></span></p>
<p><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:small;">Em outra ocasião, provavelmente deixaria frustrado o banheiro, pegaria um café para justificar minha saída e voltaria calmamente ao trabalho, ainda entorpecido por tão horroroso odor. Havia, porém, um bom motivo para que eu escovasse meus dentes: Rosinha. </span></span></p>
<p><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:small;">A sorridente atendente do primeiro andar, que adora conversar comigo. Eu pouco falo e pouco escuto. Apenas sorrio e admiro seu alegre rosto contando em pormenores as besteirinhas de sua vida. Sempre procuro cuidar do hálito antes de ir ter com ela, mesmo quase não abrindo a boca quando acontece.</span></span></p>
<p><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:small;">Mas divago, voltemos ao cheiro. Já conformado com a necessidade de conviver com as pequenas partículas oriundas de um intestino qualquer, limpo cuidadosamente cada intervalo entre dentes, com um grande pedaço de fio dental, provocando minúsculas hemorragias na gengiva. Minha mente não acompanha a ação; está concentrada na maneira com que nossa espécie trata a sua bosta. </span></span></p>
<p><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:small;">O homem é provavelmente o único ser vivo nesta Terra que cria problemas a partir do próprio excremento. Não vi ainda cachorro que encontrasse engodo em cagar fora de casa. O máximo incômodo vivenciado por um cão no que se refere ao seu cocô consiste naquelas três voltinhas que ele dá ao redor do próprio eixo antes de posicionar-se adequadamente. Não tenho dúvidas, no entanto, que se trata de um ritual divertido e inspirador para o nosso melhor amigo.</span></span></p>
<p><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:small;">Somos também os únicos a sofrer com o armazenamento da bosta. Utilizo novamente o exemplo canino como base de comparação. Cachorros não olham para trás após cagar, muito ao contrário: vão em busca de comida. Concretizam mais um ciclo natural. Para ele não vale a pena chorar a bosta derramada. Para nós, bosta é assunto federal. Temos leis, estruturas, estatutos, funcionários, meios de transporte dedicados exclusivamente ao tratamento da bosta.</span></span></p>
<p><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:small;">Temos até uma segunda civilização, no andar de baixo da nossa, feita para que não tenhamos que conviver com a merda. O esgoto é a nossa Atlantida, a cidade perdida da bosta. Lá escondemos aquilo não gostaríamos que fosse nosso. </span></span></p>
<p><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:small;">Somos como os deuses, mas cagamos. A maçã ingerida por Eva era muito mais que um simples fruto. Eram inúmeras toneladas de bosta. Essa é a nossa maior diferença em relação às outras espécies, nós somos os Deuses da Bosta. </span></span></p>
<p><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:small;">Vou ver o que a Rosinha acha disso.</span></span></div>
<div style="text-align:justify;"><span style="font-family:'Times New Roman';"><span style="font-size:small;"><br />
</span></span></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leoblecher.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leoblecher.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leoblecher.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leoblecher.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leoblecher.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leoblecher.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leoblecher.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leoblecher.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leoblecher.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leoblecher.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leoblecher.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leoblecher.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leoblecher.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leoblecher.wordpress.com/66/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=66&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cultivando o abreviável</title>
		<link>http://leoblecher.wordpress.com/2011/01/30/cultivando-o-abreviavel/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Jan 2011 21:04:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leoblecher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje acordei com vontade de escrever, mas não escrevi. Não tive tempo, deixei que as palavras sufocassem no bafo seco do dia. Acontecimentos fúteis se apoderaram de minha mente, e não permiti que se expressassem as ideias mais belas que habitam atrás de minha fronte. Ocupei-me do que é estéril. Chego agora cansado, desejando dar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=63&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje acordei com vontade de escrever, mas não escrevi. Não tive tempo, deixei que as palavras sufocassem no bafo seco do dia.</p>
<p>Acontecimentos fúteis se apoderaram de minha mente, e não permiti que se expressassem as ideias mais belas que habitam atrás de minha fronte.</p>
<p>Ocupei-me do que é estéril.</p>
<p>Chego agora cansado, desejando dar repouso ao raciocínio. Li hoje que &#8220;não cultivamos nada que não pode ser abreviado˜, Walter Benjamin. Não posso discordar.</p>
<p>Percebo que estou cada vez mais sozinho em minhas convicções, embora mais certo delas, sendo elas mesmas a própria incerteza quanto às questões do céu e da Terra.</p>
<p>Ouso comparar-me àqueles que viram a burrice do bom senso, já que vejo nele a estupidez elementar. Serei um louco ou um sábio, mas loucos estão os outros, que acham que podem viver de meias no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leoblecher.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leoblecher.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leoblecher.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leoblecher.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leoblecher.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leoblecher.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leoblecher.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leoblecher.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leoblecher.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leoblecher.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leoblecher.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leoblecher.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leoblecher.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leoblecher.wordpress.com/63/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=63&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Varanda</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Jan 2011 21:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leoblecher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Na fria madrugada eu paro na varanda de minha casa e observo a rua. Bermuda e chinelos: a visita ao exterior da casa não era planejada. Fui pego de surpresa por uma ideia súbita e quando percebi já estava lá . Com seu formato triangular e espaço para abrigar duas pessoas, a varanda ostentava um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=61&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Na fria madrugada eu paro na varanda de minha casa e observo a rua. Bermuda e chinelos: a visita ao exterior da casa não era planejada. Fui pego de surpresa por uma ideia súbita e quando percebi já estava lá .</p>
<p style="text-align:justify;">Com seu formato triangular e espaço para abrigar duas pessoas, a varanda ostentava um vaso de plantas de tamanho médio e uma cadeira de praia colorida. De repente eu estava lá, e não me sentia em casa. Eu estava um pouco na rua, talvez em um filme.</p>
<p style="text-align:justify;">O vento tocando meu rosto e o olhar rumo ao horizonte de concreto formavam uma cena cinematográfica. Talvez eu devesse permanecer lá por algum tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">Espiei com cuidado um carro que passava na rua ao lado. Um Palio. Da mesma forma com que surgiu, a ideia tornou-se desconfortável. Sem pensar, voltei ao quarto, sentei-me na cadeira e comecei a escrever.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leoblecher.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leoblecher.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leoblecher.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leoblecher.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leoblecher.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leoblecher.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leoblecher.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leoblecher.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leoblecher.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leoblecher.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leoblecher.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leoblecher.wordpress.com/61/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leoblecher.wordpress.com/61/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leoblecher.wordpress.com/61/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=61&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O som do nada</title>
		<link>http://leoblecher.wordpress.com/2010/05/18/o-som-do-nada/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 05:25:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leoblecher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[O século XX fracassou em sua promessa de fornecer à humanidade um fim aos mais absurdos sofrimentos que fizeram parte da história desde que se tem notícia da vida civilizada. Ao invés disso, foi um período marcado pelo que de mais horroroso foi visto na história e pela barbárie explícita e despudorosa. Com isso, ficamos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=53&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O século XX fracassou em sua promessa de fornecer à humanidade um fim aos mais absurdos sofrimentos que fizeram parte da história desde que se tem notícia da vida civilizada. Ao invés disso, foi um período marcado pelo que de mais horroroso foi visto na história e pela barbárie explícita e despudorosa.</p>
<p>Com isso, ficamos órfãos de utopias e ideologias, que se revelaram apenas ideias e teorias distantes a serem estudadas na universidade por uma geração que vai perdendo ligação com qualquer dos idealismos que marcaram os últimos dois séculos. Com isso, os jovens abandonam a política e fazem de suas vidas meras expressões de suas individualidades e desejos mesquinhos. Quem há de culpá-los?</p>
<p>As gerações passadas foram traídas por um impulso por humanidade que acabou por servir apenas para brindar-nos com banhos de sangue e a visão explícita da miséria. Se o capitalismo nos livraria da escassez, já sabemos que isso não aconteceu e tampouco acontecerá. Se o socialismo daria fim ao histórico de opressões e massacres, vimos que só o fez pior e de maneira mais hipócrita. Ficamos desamparados por esses dinossauros do pensamento humano que já não representam nada senão esqueletos no armário de um presente que queremos ver passado.</p>
<p>Vale lembrar que estamos apenas no início de um século que poderá ainda nos apresentar novas perspectivas, embora estejamos mais preparados a desprezar tolas esperanças. Estamos mais exigentes, embora menos politizados. Mais cientes de nossos direitos, embora menos dispostos a lutar por eles.</p>
<p>Já não há um inimigo claro, mas fica cada vez mais evidente que devemos escrever nossos próprios caminhos, no lugar de nos vestirmos de uma roupagem ideológica que pertence aos livros de nossos pais.</p>
<p>Se o Jazz foi a expressão musical de inadequação no início do século passado, ele acabou se tornando símbolo de liberdade em um país imperialista. Se o Rock n’ Roll foi resultado de uma quebra com valores arcaicos, ele se apresenta agora como mercadoria e começa a cair no esquecimentos pelos jovens. O Rock já não representa a nova geração como um dia o fez, e sobrevive de alguns que preferem escutar o agradável som que ainda fica do passado ao barulho que marca a transição para um novo e nem tão admirável mundo.</p>
<p>A verdade é que, queiram ou não os apreciadores da música do XX como eu, a trilha sonora do novo século é a música eletrônica. A rapidez e a simplicidade desconstrutora dessa era são representadas pelo surdo som do bate-estaca.</p>
<p>O que antes era sentimento e emoção se tornou energia criativa pura. A música eletrônica é uma mera expressão de vitalidade, sem o peso da tristeza ou o colorido da alegria. O som criado em computadores se mostra como símbolo desta época de transição, em que a racionalidade humana se vê livre de emoções e perdida em um mundo de sons repetitivos e aflitivos. A aflição provocada pela música eletrônica nos lembra da condição de não ter em que acreditar, de não haver um método em que nos apoiar, já que os métodos já não fazem sentido algum.</p>
<p>A música eletrônica não é política, não tenta representar nada senão a e falta do que dizer. Não há letra, não há o que pregar. Há apenas a sensação de não se poder permanecer parado. A dança sem sentido, diferente do swing e dos ritmos latinos do século passado. A dança sem sentido é exatamente o que estamos fazendo, os jovens. Estamos dançando por nada, caminhando rumo ao nada, por isso não lutamos por nada.</p>
<p>Nossos pais nos vêem como seres desprezíveis que desperdiçaram tudo aquilo pelo qual lutaram. Nossa realidade é outra, nossos destinos não nos reservam nada, ao contrário do que eles acreditaram sobre os seus destinos.</p>
<p>A música sem voz é o exato porta-voz dessa geração que apenas deseja dançar freneticamente o ritmo de uma nova realidade ainda indecifrada.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leoblecher.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leoblecher.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leoblecher.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leoblecher.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leoblecher.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leoblecher.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leoblecher.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leoblecher.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leoblecher.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leoblecher.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leoblecher.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leoblecher.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leoblecher.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leoblecher.wordpress.com/53/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=53&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O derradeiro momento</title>
		<link>http://leoblecher.wordpress.com/2010/04/23/o-derradeiro-momento/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 21:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leoblecher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Aos primeiros sinais do que iria acontecer a imprensa não deu muita atenção. Catástrofes terríveis, mas causadas por forças naturais regulares, diziam. Tolos. Muitos foram tolos na época. Eu mesmo ignorei a verdadeira importância disso tudo por muito tempo. Os que primeiro perceberam a relevância do evento não foram levados a sério. Eram apenas vagabundos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=48&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos primeiros sinais do que iria acontecer a imprensa não deu muita atenção. Catástrofes terríveis, mas causadas por forças naturais regulares, diziam. Tolos.</p>
<p>Muitos foram tolos na época. Eu mesmo ignorei a verdadeira importância disso tudo por muito tempo. Os que primeiro perceberam a relevância do evento não foram levados a sério. Eram apenas vagabundos, mendigos.</p>
<p>Mas os profetas vagabundos foram crescendo em quantidade. E cada vez mais se aglomeravam no submundo. Mantinham contato entre si pelo mundo inteiro, e conspiravam algo grande. Suas ações ganharam exposição midiática, ainda que irônica e debochada.</p>
<p>O grupo crescia sem qualquer tipo de ordem que o controlasse. Não havia regras e nem estatutos. Não havia espaço físico fixo, não havia nome, não era instituído oficialmente por nenhum documento. E ainda assim, a efetividade de suas ações parecia não ter fim. Livros e composições maravilhosas saíam das reuniões festivas que promoviam.</p>
<p>Os &#8220;alarmistas&#8221;, como eram chamados pela população ordinária, não tinham um líder. É fato que havia membros que atingiram um entendimento maior sobre o que estava a acontecer do que os demais, e por isso tinham certa influência em algumas decisões.</p>
<p>Mas pouco se decidia entre eles. Muito se fazia: realizavam muitas festas, saraus, sessões de cinema em fazendas abandonadas… Era um movimento que se podia chamar de cultural, se realizava atividade artística, e não havia qualquer menção à política. O que aquelas pessoas desejavam era aproveitar cada minuto que lhes restava até o derradeiro momento. E ele chegaria.</p>
<p>E chegou.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leoblecher.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leoblecher.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leoblecher.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leoblecher.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leoblecher.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leoblecher.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leoblecher.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leoblecher.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leoblecher.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leoblecher.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leoblecher.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leoblecher.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leoblecher.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leoblecher.wordpress.com/48/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=48&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A insanidade de Roberto Jefferson</title>
		<link>http://leoblecher.wordpress.com/2010/03/20/a-insanidade-de-roberto-jefferson/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 04:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leoblecher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Delírio]]></category>
		<category><![CDATA[Insanidade]]></category>
		<category><![CDATA[Loucura]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Jefferson]]></category>

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		<description><![CDATA[Roberto Jefferson é um nome que se confunde com o próprio conceito da corrupção na política brasileira. O presidente do PTB tem um farto histórico de estripulias políticas que se estende do mandato de Fernando Collor até o recente caso do mensalão. É desnecessário vomitar aqui uma lista dos casos sujos em que Jefferson se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=43&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Roberto Jefferson é um nome que se confunde com o próprio conceito da corrupção na política brasileira. O presidente do PTB tem um farto histórico de estripulias políticas que se estende do mandato de Fernando Collor até o recente caso do mensalão. É desnecessário vomitar aqui uma lista dos casos sujos em que Jefferson se envolveu durante sua carreira; uma breve pesquisa sobre o assunto é o suficiente para aquele que deseja entender melhor a natureza de seu caráter.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Do alto de sua credibilidade, Roberto Jefferson publicou um texto no &#8220;Tendências e Debates&#8221; da Folha de S.Paulo (19/03/2010) em que &#8220;explica&#8221; o funcionamento da vida política no Brasil, e alerta a sociedade para as ameaças da continuação do PT no poder.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Segundo Jefferson, existem dois tipos de poíticos no Brasil, o ˜profissional&#8221; e o &#8220;socialista&#8221;. Os petistas, segundo a lógica do ensandecido Roberto Jefferson, se enquadram na categoria de políticos socialistas, pois cada um dos integrantes do partido utiliza os &#8220;movimentos sociais(o adestramento de formidáveis massas militantes dispostas a tudo), a ocupação de espaços na administração federal e em áreas estrategicamente vitais e, por último, mas não menos importante, a conquista da hegemonia cultural&#8221;(!).</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Em um só parágrafo, Jefferson generaliza todos os movimentos sociais como massas a serviço do governo socialista e acusa o PT de promover um projeto de hegemonia cultural. Nada mal. Como se não bastasse, Jefferson afirma que o petismo é seguidor de &#8220;Lênin, Trótski, Stálin e Gramsci&#8221; e tem como objetivo final de seu mandato a revolução socialista(!).</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">O resto do texto não é diferente, absurdos são lançados descontroladamente e o leitor que tiver mais que dez neurônios na cabeça há de achar graça.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Ao final do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência do Brasil, aquele que acredita ou quer fazer acreditar que o PT tem um projeto de revolução socialista em curso no Brasil só pode estar sob o efeito de alguma droga perigosíssima. A tentativa de provocar uma reação popular de caça ao comunismo hoje em dia é engraçadíssima, e a chamada a uma votação em massa pelo candidato José Serra que tem como argumento a ridicularização dos movimentos sociais chega a ser inocente.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Exijo a imediata aposentadoria do Sr. Roberto Jefferson da vida pública brasileira e proponho a ele que se dedique a um curso de cerâmica em alguma cidade do interior de Minas Gerais. Isso dará a ele tempo para pensar no que escreve.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leoblecher.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leoblecher.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leoblecher.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leoblecher.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leoblecher.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leoblecher.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leoblecher.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leoblecher.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leoblecher.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leoblecher.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leoblecher.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leoblecher.wordpress.com/43/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leoblecher.wordpress.com/43/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leoblecher.wordpress.com/43/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=43&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>CHUVA MOSTRA LADO ROMÂNTICO DE SÃO PAULO</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 17:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leoblecher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[           A intensa chuva que caiu sobre São Paulo na madrugada do dia 8 de dezembro trouxe a cidade de volta a um clima de romantismo não visto há tempos. Os belos canais formados nas ruas da capital paulista tornaram a paisagem semelhante à de Veneza.             Em algumas vias da Zona Norte, podiam-se ver [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=38&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>           A intensa chuva que caiu sobre São Paulo na madrugada do dia 8 de dezembro trouxe a cidade de volta a um clima de romantismo não visto há tempos. Os belos canais formados nas ruas da capital paulista tornaram a paisagem semelhante à de Veneza.</p>
<p>            Em algumas vias da Zona Norte, podiam-se ver inúmeros namorados declarando amor às suas amadas em belas gôndolas improvisadas com pedaços de madeira, arrancados dos barracos para tornar o clima ainda mais inebriante. Nas marginais Tietê e Pinheiros, os motoristas estacionavam seus carros e desciam para admirar a beleza dos rios, há muito esquecida pelos habitantes da mais nova capital brasileira do amor.</p>
<p>            A parte triste deste histórico dia ficou por conta dos seis casos de morte. A mulher de uma das vítimas, que não quis se identificar, preferiu ver o lado positivo do óbito: “Ao menos o meu marido faleceu no dia mais feliz de sua vida, enquanto fazia uma linda serenata para mim”.</p>
<p>            Muitos trabalhadores não compareceram ao serviço, preferindo permanecer em suas casas, observando a maravilhosa paisagem que se apresentava à janela.</p>
<div id="attachment_39" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://leoblecher.files.wordpress.com/2009/12/08chuva5601.jpg"><img class="size-medium wp-image-39" title="I Prova Metropolitana de Remo" src="http://leoblecher.files.wordpress.com/2009/12/08chuva5601.jpg?w=300&#038;h=173" alt="" width="300" height="173" /></a><p class="wp-caption-text">Dupla vencedora na chegada da I Prova Metropolitana de Remo</p></div>
<p>            A prefeitura já se pronunciou, afirmando que o dia 8 de dezembro será proclamado feriado municipal do romance. Segundo o representante da Câmara dos Vereadores, Jorge Capião, “Esse dia certamente vai permanecer na memória dos paulistanos para sempre”.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leoblecher.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leoblecher.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leoblecher.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leoblecher.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leoblecher.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leoblecher.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leoblecher.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leoblecher.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leoblecher.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leoblecher.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leoblecher.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leoblecher.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leoblecher.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leoblecher.wordpress.com/38/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=38&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">I Prova Metropolitana de Remo</media:title>
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		<title>Sobre Internet e democracia</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 18:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leoblecher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Novas tecnologias É difícil enxergar com otimismo qualquer tendência oriunda da modernização das tecnologias digitais. Dando uma breve passada de olhos pelos assuntos mais comentados da agenda pública, deparamo-nos com twitters, orkuts e afins. O que se pode extrair disso tudo?  Pouca coisa, acho. Mas eu aprendi que o conservadorismo é feio e que devo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=31&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Novas tecnologias</strong></p>
<p>É difícil enxergar com otimismo qualquer tendência oriunda da modernização das tecnologias digitais. Dando uma breve passada de olhos pelos assuntos mais comentados da agenda pública, deparamo-nos com twitters, orkuts e afins. O que se pode extrair disso tudo?  Pouca coisa, acho. Mas eu aprendi que o conservadorismo é feio e que devo surfar na onda do novo tempo. Vejamos.</p>
<p>A Internet está supostamente democratizando a vida e uma nova realidade de não-ignorância não tarda a chegar. O Youtube democratiza a arte, os blogs democratizam a notícia, etc. Bem, talvez isso seja verdade, mas custo a acreditar que isso esteja gerando algum conhecimento realmente importante. Dou uma olhada nos videos mais populares do Youtube e eis que me deparo com Zina, o mais novo integrante do programa “Pânico”, cidadão que se tornou famoso por falar “Ronaldo”. Realmente emancipador.</p>
<p>Em seguida vou ao google procurar por “blogs mais acessados do Brasil”. O resultado não é muito diferente, o campeão de visitas é o “Kibeloco”, um blog de piadas infames sobre os assuntos em pauta (uma espécie de “Casseta e Planeta” digital).</p>
<p>Não pretendo afirmar que a Internet é a culpada por tornar o povo ignorante. Muito ao contrário, a Internet, assim como qualquer outro meio de comunicação, é um reflexo de uma realidade social. A população média brasileira quer esse tipo de informação, é uma questão de oferta e demanda.</p>
<p> <strong>Jornalismo cidadão</strong></p>
<p>Em se tratando de jornalismo, não acredito que as tecnologias digitais produzam um efeito muito diferente do supracitado. O número de pessoas interessadas em promover a informação e a educação da população é, creio eu, inversamente proporcional ao daquelas que buscam por Zina no Youtube. Portanto, a mera inovação da técnica não nos levará ao paraíso democrático profetizado por muitos.</p>
<p>No entanto, se no meio desse mar de ignorância, surgisse alguém que desejasse  produzir bom jornalismo, e que fosse fiel aos valores caros à atividade, não vejo por que o diploma seria necessário. Não acredito que os cursos de jornalismo ofereçam – ou pudessem oferecer – tamanho conteúdo que justifique sua exigência para que se exerça a profissão.</p>
<p>Não acredito, tampouco, que o jornalismo cidadão é capaz de substituir inteiramente a atividade do profissional de imprensa. Somente alguém totalmente envolvido com o ato de informar se dispõe a ir atrás da notícia onde quer que ela esteja, e tem os meios para fazê-lo (bancados pelos veículos que os empregam). Portanto, alguém que tem um emprego comum e é jornalista de fim de semana certamente não atenderá toda a demanda da população, seja por falta de meios, seja por falta de disposição.</p>
<p>Outro mito que é preciso desvendar é o de que o jornalismo cidadão está isento dos interesses comerciais que movem a grande imprensa. Me parece ingenuidade acreditar que apenas por não ser realizado por um conglomerado da comunicação, ou por receber o nome de “cidadão” esse tipo de jornalismo estaria livre dos interesses do realizador.</p>
<p>Assim, mantenho uma opinião um pouco indiferente a essas tendências. Enquanto não houver uma revolução na educação, a revolução na técnica será em vão.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/leoblecher.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/leoblecher.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/leoblecher.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/leoblecher.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/leoblecher.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/leoblecher.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/leoblecher.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/leoblecher.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/leoblecher.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/leoblecher.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/leoblecher.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/leoblecher.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/leoblecher.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/leoblecher.wordpress.com/31/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=leoblecher.wordpress.com&amp;blog=6960154&amp;post=31&amp;subd=leoblecher&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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